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Revista Linguagem em (Dis)curso, volume
1, número 1, jul./dez. 2001 |
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A
escrita, uma evolução para a humanidade
Leila
Minatti Andrade |
Resumo: Neste artigo, a autora procura
fazer uma retrospectiva da escrita, mostrando sua evolução
desde seu surgimento até os tempos atuais, quando a escrita é
muito utilizada na Internet. Além disso, o artigo também
mostra as influências na linguagem na era da globalização.
Resumé: Dans cet article, l’auteur veut
faire une retrospective de l’écriture en montrant son évolution,
depuis son apparition jusq’aux temps actuels, quand l’écriture est
très empoyée dans l’Internet. En plus, l’article montre les
influences dans le langage dans l’ère de la globalisation.
Palavras-chave: Linguagem, Filosofia da
Linguagem, Escrita.
1 UM MUNDO SEM ESCRITA
Você já imaginou
um mundo onde não existisse a escrita? Como você iria escrever
um bilhete, uma carta, uma redação, uma dissertação
ou uma tese? Não existiriam listas telefônicas, nem
livros, nem revistas e muito menos jornais, ou, se existissem, seriam só
com figuras, você já imaginou? Provavelmente não existiriam
livrarias e bancas de revistas. Se existissem professores, as aulas seriam,
normalmente, expositivas, e não se ouviriam as famosas frases: "Leiam
tais textos para a próxima aula" ou "vocês precisam ler mais".
Ah, e também não existiriam escritores, é óbvio.
Histórias, romances, contos, poesias, só existiriam se fossem
contadas de gerações para gerações. Nada seria
documentado, sendo assim não teríamos Certidão de
Nascimento e muito menos Carteira de Identidade e Atestado de Óbito.
Pelo menos se poderia mentir a idade e não existiria a frase: "Não
acredita? Pode olhar na minha identidade". Também não existiriam
as expressões: "Seu texto parece uma colcha de retalhos", ou "O
que você escreveu está fora do contexto". E também
ninguém cometeria um "erro ortográfico".
Estes seriam alguns dos
exemplos de como seria um mundo sem escrita. Hoje em dia parece inaceitável
e incabível viver sem ela, mas em tempos remotos era assim. É
claro que o contexto da época era totalmente diferente do de hoje;
mesmo assim, foi por sentir uma extrema necessidade de representar graficamente
nossas idéias, sentimentos, opiniões, nossa história
e para nos comunicar com quem está distante, entre outras coisas,
que surgiu a escrita.
2 BREVE HISTÓRIA
DA ESCRITA
Segundo Sampson (1996), a
invenção da escrita aparece tardiamente com relação
ao aparecimento da linguagem; ela apareceu depois da chamada "revolução
neolítica", e sua história pode ser dividida em três
fases: pictórica, ideográfica e alfabética. No entanto,
não se pode seguir uma linha cronológica nesta divisão.
A fase pictórica
corresponde aos desenhos ou pictogramas, os quais não estão
associados a um som, mas à imagem daquilo que se quer representar.
Consistem em representações bem simplificadas dos objetos
da realidade. Aparecem em inscrições antigas, mas podem ser
vistos de maneira mais elaborada na escrita asteca e, mais recentemente,
nas histórias em quadrinhos.
A fase ideográfica
é representada pelos ideogramas, que são símbolos
gráficos que representam diretamente uma idéia, como, hoje
em dia, certos sinais de trânsito. As escritas ideográficas
mais importantes são a egípcia (também chamada de
hieroglífica), a mesopotâmica (suméria), as escritas
da região do mar Egeu (a cretense, por exemplo) e a chinesa (de
onde provém a escrita japonesa).
A fase alfabética
se caracteriza pelo uso de letras, as quais, embora tenham se originado
nos ideogramas, perderam o valor ideográfico e assumiram uma nova
função de escrita: a representação puramente
fonográfica. O ideograma, por sua vez, perdeu seu valor pictórico
e passou a ser simplesmente uma representação fonética.
Segundo Sven Ohman (apud Kato, 1990, p. 16), a invenção da
escrita alfabética é uma "descoberta", pois, quando
o homem começou a usar um símbolo para cada som, ele apenas
operou conscientemente com o seu conhecimento da organização
fonológica de sua língua. Também com relação
a isso é importante ressaltar o que afirma Vygotsky, a partir dos
trabalhos que realizou com crianças: para aprender a escrever, a
criança precisa fazer uma descoberta básica – a saber, que
ela pode desenhar não apenas coisas, mas também a própria
fala. (Vygotsky, 1991).
Hoje em dia praticamente
todas as línguas possuem um alfabeto, e o modo mais comum de se
escrever é da esquerda para a direita e de cima para baixo. Contudo,
os chineses e os japoneses escrevem da direita para a esquerda e em colunas
verticais.
Os árabes escrevem da direita para a esquerda, mas não em
colunas, e sim em linhas de cima para baixo.
3 ESCREVER E FALAR
Estamos tão acostumados
a ler e a escrever em nossa vida diária que, às vezes,
esquecemos que nem todos escrevem e lêem como nós. Em muitas
famílias de classe social baixa, escrever pode se restringir a assinar
o próprio nome ou, no máximo, a redigir listas de palavras
ou recados curtos.
Antigamente a situação
era ainda pior, somente a elite tinha acesso à educação
e, conseqüentemente, à escrita. Quem necessitasse escrever
uma carta, tinha que solicitar o trabalho dos escribas. A escrita, hoje,
já atinge praticamente todas as classes, embora falte muito
para que ela atinja toda a população.
Embora seja imenso o número
de escritores, é ainda maior o número de leitores. Das pessoas
que sabem escrever, a maioria pouco utiliza a escrita e, quando a utiliza,
é para coisas elementares, como deixar bilhetes, mandar recados
e escrever cartas. Muitos, depois da invenção do telefone,
pararam até de escrever cartas, já que falar por telefone
é mais prático e se tem uma resposta imediata, pois os interlocutores
estão "voz a voz", e a elaboração e produção
da fala ocorrem simultaneamente. Escrever é um ato solitário,
leva mais tempo, exige, talvez, um pouco mais de concentração,
e o escritor tem de se preocupar com o seu virtual leitor. Se não
bastasse isso, a escrita é mais formal do que a fala. Outro motivo
que faz com que as pessoas prefiram a fala à escrita é que
um erro na oralidade não é tão perceptível
quanto na escrita.
Talvez estes sejam alguns
dos motivos por que as pessoas escrevam tão pouco. É difícil
ver os alunos felizes quando o(a) professor(a) lhes pede que façam
uma redação; pelo contrário, é sempre um momento
de rechaço e dificuldade. O mesmo não ocorre quando o(a)
professor(a) lhes pede para contar uma história ou para ler um texto.
Ler e falar são mais cômodos que escrever, já que não
exigem tanto conhecimento sintático, morfológico e ortográfico
quanto a escrita exige.
4 INTERNET E A VOLTA DA
LÍNGUA ESCRITA
Com o fenômeno da Internet
aumentou, e muito, o número de escritores. Quem sabe pelo fato de
que a rede anima a escrever, pois nela é difícil falar. Hoje,
no Brasil, mais de um milhão de pessoas estão ligadas à
rede. Todos os dias milhares de novos brasileiros se conectam à
Internet e essa comunidade, evidentemente, se comunica entre si. Por meio
de e-mails, chats, ICQ, mIRC e outros programas de comunicação,
milhares de pessoas, todos os dias, trocam mensagens, piadas, fofocas,
receitas, confidências pessoais, etc., usando a língua escrita.
Acredita-se que o número de escritores aumentou porque os programas
de comunicação da Internet são inovadores, dispensam
papel, envelope, selos e carteiro. No correio eletrônico, por exemplo,
o usuário da rede organiza um catálogo de endereços
eletrônicos e, ao escrever ou receber uma mensagem que considere
que deva ser compartilhada por todos, simplesmente clica em um botão
que (re)envia a mesma mensagem para todos os constantes do seu catálogo.
Esta função dos programas de correio eletrônico é
importante porque faz a mensagem disseminar-se exponencialmente, atingindo
milhares, quiçá milhões de pessoas em algumas horas
ou dias. Que narrador poderoso! Tão poderoso que vê sua mensagem
multiplicada praticamente a um número não pronunciável
de leitores, tantos podem ser eles.
Na realidade, o correio
eletrônico é um grande diálogo e as mensagens são
bastante informais; ainda assim, há níveis de formalidade:
do "outro lado" pode estar um colega, mas também um advogado, um
reitor.... Entretanto, grande parte da comunicação via Internet
não deixa de ser mais uma maneira de se bater um papo escrevendo
um texto, principalmente nas mensagens trocadas em “tempo real”, como nos
“bate-papos”. Esta “conversa” entre duas ou mais pessoas exige uma certa
velocidade, fazendo com que os interlocutores usem uma linguagem informal,
a qual se aproxima muito da língua falada do cotidiano. Conforme Grespan, o internauta foge das normas rígidas da língua escrita,
já que não tem tempo para redigir seu texto e fazer um planejamento
prévio do seu discurso. Deste modo, muitas vezes cria abreviações,
símbolos e sinais que tornam mais rápida a comunicação.
(Grespan, 1999)
Por mais que a Internet
tenha aproximado a linguagem escrita da linguagem oral, às vezes
as palavras não conseguem traduzir as expressões e sentimentos;
para isso foram criados os Emoticons, também chamados de Smiler
ou “carinhas”, que são símbolos usados para representar as
emoções que normalmente se encontram na comunicação
verbal. Por exemplo, para um usuário indicar que o “inadequado”
comentário que acaba de fazer foi uma brincadeira, cujo objetivo
é divertir e não ofender. O uso dos Emoticons começou
como um jogo entre programadores, mas já é uma linguagem
comum a todos os navegantes. Alguns são inteligentes, outros divertidos;
alguns, quem sabe, rebuscados. Para entendê-los, necessita-se virar
a cabeça 90 graus para a esquerda. Observe o quadro a seguir.
Na Internet, a escrita voltou
a ser usada com mais freqüência pela proximidade com a língua
oral e pela incrível possibilidade de se comunicar com pessoas do
mundo inteiro por um meio de comunicação prático e
barato. Entretanto, ainda assim existem muitas pessoas que têm dificuldade
de passar um e-mail e preferem falar ao telefone, mesmo pagando mais caro,
por não conseguirem escrever o que estão pensando ou por
terem preguiça, já que falar é mais rápido
e fácil do que escrever.
Há empresas que proibiram
que seus funcionários se comunicassem usando e-mails, porque muita
gente não estava acostumada a escrever antes do surgimento da Internet,
e por isso surgiram muitos mal-entendidos, já que a escrita não
tem todos os recursos da linguagem oral, não sendo possível
ver a expressão do interlocutor, seus gestos e ouvir sua voz. Uma
frase pode parecer amena quando falada e extremamente pesada quando escrita.
Segundo Fischer, numa entrevista dada a Eduardo Salgado, para a revista
Veja, algumas empresas estão ensinando seus funcionários
a escrever em e-mails, pois isso passou a ser uma necessidade (Fischer,
2000).
Quadro 1 –Lista de emoticons:
|
&:-) Pessoa com o cabelo
enrolado
X-) Com vergonha ou tímido
:-) sorriso / estou feliz
/ brincadeira
B-) Estou feliz e de óculos
:-( Triste ou com raiva
:-)))) Estou gargalhando
<:-) Você fez perguntas
bobas
(:-... Mensagem de partir
o coração
(:-O Assustado de chapéu
:-/ Estou perplexa
:-0 Estou impressionada
:-P Dando língua
d:-) De boné
d:-P De boné, dando
língua
(:-( Estou muito triste
:-D Rindo
|-( de madrugada
:-o Oh, não!!
[]'s (abraços)
:-|| zangado
(:-) careca
B-) Batman
:-)> barbudo
%+( espancado
?-) olho roxo
:-)X gravata borboleta
R-) óculos quebrados
:^) nariz quebrado
|:-) sobrancelhas espessas
<|-) chinês
3:-) vaca / corno
:-t mal-humorado
X-) estrábico
:'-( chorando
i-) detetive
:-e desapontado
:-)' babando
{;V pato
<:-) pergunta estúpida
5:-) Elvis
>:-) sorriso malicioso,
maldoso
:'''-( inundação
de lágrimas
/:-) francês
8-) usuário de óculos
8:) gorila
:-7 sorriso irônico
I-O bocejando
|
@}-- enviando uma rosa para
alguém :-') resfriado (1)
:*) resfriado (2)
:-| hmmmph!
:-C queixo caído
:-# beijo (1)
:-* beijo (2)
:-X beijo (3)
(:-x Mandando beijo
:+) nariz grande
:-D gargalhando
:-} olhando maliciosamente
para alguém
(-: canhoto
:-9 lambendo os lábios
:-| macaco
:-{ bigode (1)
:-#) bigode (2)
(-) precisando de um corte
de cabelo
:^) nariz deslocado
:8) porco
:-? Fumante de cachimbo
=:-) punk
:-" lábios franzidos
|-] Robocop
O:-) santo
:-@ gritando
:-O chocado
:-V berro
|-) dormindo
:-i fumante (1)
:-Q fumante (2)
:-j fumante sorrindo
:-6 gosto azedo da boca
:-V falando
*-) drogado
:-T lábios selados
:-p língua na bochecha,
brincadeira
:-/ indeciso
:- [ vampiro (1)
:-|<</B> vampiro (2)
:-)= vampiro (3)
:-)) muito feliz
:-(( muito triste
:-c muito infeliz
Cl:-) usando chapéu
coco
[:-) usando headfones
:-(#) usando aparelho dentário
;-) piscando
|
Fonte: João
França Lopes (1999)
5 A ESCRITA VIRTUAL E A GLOBALIZAÇÃO
A escrita virtual tem gerado
muitas polêmicas. Ultimamente, cada vez mais usuários cometem
erros de pontuação, gramática, ortografia, ou mesmo
no emprego de maiúsculas e minúsculas. Algumas pessoas chegam
a escrever errado só para parecerem modernas: "vc naum quer tb?"
– "Você não quer também?". Será que todas as
pessoas gostam deste modernismo?
Existem algumas polêmicas
entre articulistas, os quais se questionam se a linguagem do mundo virtual
não invadirá o mundo real ou se o linguajar tipicamente virtual
não estaria transgredindo a norma culta de nossa língua e
prestes a invadir o mundo real e ainda se as crianças e adolescentes
freqüentadores das “salas” de “bate-papo” poderiam estar aprendendo
a escrever errado, em virtude da forma de escrever na Internet. Segundo
o professor Sérgio Nogueira, responsável pela coluna "Língua
Viva", do Jornal do Brasil, a linguagem do internauta não vai passar
para a vida real, onde existe uma barreira natural das pessoas que não
entendem nem falam esse jargão (Nogueira, 1999). O professor Antônio
Marmo Cassoni discorda, pois diz que a Internet está influenciando
muito a língua e que o mundo virtual já tem uma linguagem
própria e que, por mais que a gramática tente segurar esse
fenômeno, ele já aconteceu. Cassoni diz, ainda, que caminhamos
para uma língua universal via computador e que os usuários
da Internet criaram e continuam criando novos códigos (Cassoni,
1999). Para comprovar estes novos códigos criados pelos internautas,
basta entrar numa sala de “bate-papo” e observar.
A globalização
também representa uma evolução para a língua
escrita, já que um dos seus objetivos é integrar todos os
povos, usando como instrumento os modernos meios de comunicação
disponíveis. Neste caso, a escrita e a Internet são importantes
instrumentos para a globalização. O intenso contato entre
países de línguas diferentes está fazendo com que
o uso de estrangeirismo ou barbarismo, que é o emprego de vocábulos
estrangeiros nos casos em que há palavra nacional equivalente, seja
uma prática cada vez mais constante.
É claro que o uso
de estrangeirismo acontece há muito tempo, porém hoje em
dia está mais evidente. O Português, como qualquer língua
de país subdesenvolvido, está fortemente influenciado pelo
Inglês, principalmente pelo fato de os norte-americanos serem os
líderes da tecnologia. Observe alguns exemplos destes estrangeirismos:
“mouse”, “delete” "holding", "recall", "franchise",
"coffee-break", "self-service",
etc. O que se percebe é que o português se deixa influenciar
mais pelos norte-americanos do que os países de idioma espanhol,
pois, nestes países, diz-se SIDA (síndrome de imunodeficiência
adquirida), enquanto no Brasil diz-se AIDS (acquired immunodeficiency
syndrome), diz-se ratón, enquanto que em português dizemos
mouse e assim por diante. Sem dúvida existem palavras estrangeiras
que são intraduzíveis, pois não têm correspondente
exato em português; neste caso o seu emprego é perfeitamente
justificável e não constitui um barbarismo.
Além de o português
estar sendo bastante influenciado pelo inglês, também está
sendo influenciado pelo espanhol. Segundo Fischer, pelo fato de o Brasil
estar cercado de países que falam espanhol e por cada dia ser maior
o contato comercial com estes países, em 300 anos, o Brasil estará
falando um idioma muito diferente do atual e devido à enorme influência
do espanhol, provavelmente surgirá uma espécie de portunhol
(Fischer, 2000).
O Art. 4° do projeto
de lei nº 1676, de 1999, do Sr. Aldo Rebelo, diz o seguinte: “Todo
e qualquer uso de palavra ou expressão em língua estrangeira,
ressalvados os casos excepcionados nesta lei e na sua regulamentação,
será considerado lesivo ao patrimônio cultural brasileiro,
punível na forma da lei”. O principal objetivo do artigo do Sr.
Aldo Rebelo é preservar a língua portuguesa, pois segundo
sua justificativa, uma das formas de dominação de um povo
sobre outro se dá pela imposição da língua,
e esses estrangeirismos pouco a pouco estão lesando e descaraterizando
a língua portuguesa, o que tem dificultado a comunicação
com um homem simples do campo, que está distante de tudo isso e
que não tem obrigação nenhuma de entender, por exemplo,
que uma mercadoria "on sale" significa que esteja em liqüidação.
Ou que "50% off" quer dizer 50% a menos no preço. No entanto, será
que evitar o uso de palavras estrangeiras não prejudica o enriquecimento
do nosso idioma? Será que, se o português tentar resistir
às mudanças, não será substituído por
outra língua?
Evidentemente sabe-se que
a língua não é estática e é ignorância
querer freá-la; a língua é dinâmica e incorpora
elementos novos, e essas mudanças são positivas. Segundo
o professor Antônio Marmo Cassoni, “Não é possível,
por um longo período de tempo, todo mundo falar sempre do mesmo
jeito, isso é irreal. O universo lingüístico é
muito vasto” (Cassoni,1999).
6 A ESCRITA, UMA EVOLUÇÃO
PARA A HUMANIDADE
Até hoje ninguém
sabe explicar direito qual foi a causa principal para a origem da escrita.
Quando o povo se conscientizou de sua importância, esta já
havia se consolidado ao ser utilizada amplamente. Por isso muitas sociedades
a consideraram como um presente dos deuses. Deste modo, é difícil
precisar qual foi a causa primordial para a criação da escrita,
que, provavelmente, não foi a mesma para todos os povos, nem, com
certeza, foi somente uma, mas a confluência de várias. O que
se pode dizer com total convicção é que a invenção
da escrita foi um grande avanço para o desenvolvimento da humanidade,
pois ela representa nossas idéias que podem ficar registradas por
muitos e muitos anos, diferentemente da fala, que, se não for gravada,
brevemente se desvanece. Além disso, o domínio da língua
escrita marca o início da História humana.
O uso da escrita desenvolveu
a comunicação entre os homens permitindo-lhes remontar as
barreiras do tempo na recepção de mensagens, facilitou o
intercâmbio de informação, além de ajudar muito
no desenvolvimento intelectual do ser humano.
Com a Internet, que é
a maior rede de comunicação e informação criada
pelo homem até hoje, escrever ficou ainda mais prático, por
isso aumentou muito o número de escritores e foi criada uma nova
face para a língua escrita.
Com o avanço acelerado
da tecnologia, com os tratados de livre comércio, com o turismo,
enfim, com a Globalização, a escrita está sendo muito
utilizada e cada vez mais é influenciada por outras línguas,
o que vem contribuindo para a evolução do nosso idioma.
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