Linguagem em (Dis)Curso

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volume 4, número especial


Programa de Pós-graduação

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Editorial


Informes. Como o leitor pode observar, nas últimas páginas desse número, a política editorial da revista foi reformulada em vários pontos. Os editores sentiam, já há algum tempo, que a Linguagem em (Dis)curso precisava ter uma identidade mais consistente, de modo que foram tomadas algumas decisões que passam a vigorar para os números vindouros. A primeira dessas decisões foi a de fortalecer a idéia de que esta é uma revista destinada ao campo dos estudos de “texto e discurso”. Desse modo, explicitamos este campo de atuação no texto da política editorial e decidimos a não mais publicar contribuições dos campos literário e cultural, que ficavam, metodológica e teoricamente, destoantes da maioria dos textos que tradicionalmente temos publicado. Neste sentido, também, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e o Curso de Comunicação Social da Unisul passam a editar um novo periódico que dará conta desses campos de debates. Trata-se da revista Critica Cultural, que já nasce amparada pela experiência e pela tradição da Linguagem em (Dis)curso. Um dos nossos editores, o Prof. Dr. Fernando Vugman, estará se desligando desta Comissão Editorial para tomar a frente na nova publicação.
 

Na trilha desta especificação do campo temático, também foram realizadas outras transformações (reformulações e acréscimos) seja na política editorial seja nas normas para o envio de contribuições, o que o leitor vai notar ao conferir as páginas finais da revista.
 

Caber informar aqui também que a revista foi novamente contemplada pelo Programa de Apoio a Publicações Científicas do CNPq. Entra, portanto, em seu segundo ano como uma das publicações afiançadas por essa agência.
Conteúdo da edição. Neste número, o leitor vai poder conferir 10 artigos, distribuídos em 3 seções. Em sua maioria, os textos se atêm a 3 objetos de reflexão: a mídia impressa, a Internet e o ensino.
 

Na seção de artigos de pesquisa, são relatados 3 estudos. O primeiro, de Oliveira, atém-se ao fator “intertextualidade” como elemento necessário à atribuição da coerência aos textos jornalísticos. A pesquisadora enfatiza a relação escritor/leitor, privilegiando a reflexão sobre os leitores aprendizes do idioma inglês. O segundo estudo, de Melo, toma como objeto de análise os manuais de estilo de dois jornais brasileiros (Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo). Procura levantar o papel desses manuais no funcionamento do discurso da neutralidade na imprensa. A terceira pesquisa, de Araújo, é um estudo de caso dentro do campo da tradução. O pesquisador procura levantar o modo como o Google (um motor de busca da Internet) funciona como ferramenta auxiliar no processo de tradução.
 

Na seção de ensaios, estão sendo publicados 5 textos com reflexões sobre vários temas: Romão, no primeiro desses textos, propõe uma reflexão sobre a constituição do sujeito na textualidade informatizada da Internet; Medeiros discute o papel da crônica no funcionamento do discurso jornalístico; Santos retoma a questão do mito do letramento como uma garantia automática de incremento cognitivo e ascensão social do sujeito; Pessoa, através da análise de um texto argumentativo, defende o valor e a atualidade do quadro conceitual da nova retórica de Perelman; e, por fim, Barbosa analisa a questão da leitura e da escritura na Internet, tendo como pano de fundo as práticas associadas a materiais impressos.
 

Na seção de retrospectivas, dois textos se fazem presentes. O primeiro, de Resende e Ramalho, traz o estado da arte da Análise de Discurso Crítica de Fairclough. Focaliza e contrapõe os dois modelos teóricos propostos por esse estudioso (FAIRCLOUGH, 1992 e CHOULIARAKI e FAIRCLOUGH, 1999). O segundo texto, de Baltar, apresenta uma revisão teórica do termo “competência”. Estende sua reflexão à validade do emprego desse termo no ensino-aprendizagem de linguagem.
 
Adair Bonini
Comissão Editorial

 

 

 

 

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