Informes.
Como o leitor
pode observar,
nas últimas
páginas desse
número, a
política
editorial da
revista foi
reformulada em
vários pontos.
Os editores
sentiam, já há
algum tempo, que
a Linguagem em (Dis)curso
precisava ter
uma identidade
mais
consistente, de
modo que foram
tomadas algumas
decisões que
passam a vigorar
para os números
vindouros. A
primeira dessas
decisões foi a
de fortalecer a
idéia de que
esta é uma
revista
destinada ao
campo dos
estudos de
“texto e
discurso”. Desse
modo,
explicitamos
este campo de
atuação no texto
da política
editorial e
decidimos a não
mais publicar
contribuições
dos campos
literário e
cultural, que
ficavam,
metodológica e
teoricamente,
destoantes da
maioria dos
textos que
tradicionalmente
temos publicado.
Neste sentido,
também, o
Programa de
Pós-Graduação em
Ciências da
Linguagem e o
Curso de
Comunicação
Social da Unisul
passam a editar
um novo
periódico que
dará conta
desses campos de
debates.
Trata-se da
revista Critica
Cultural, que já
nasce amparada
pela experiência
e pela tradição
da Linguagem em
(Dis)curso. Um
dos nossos
editores, o
Prof. Dr.
Fernando Vugman,
estará se
desligando desta
Comissão
Editorial para
tomar a frente
na nova
publicação.
Na trilha desta
especificação do
campo temático,
também foram
realizadas
outras
transformações
(reformulações e
acréscimos) seja
na política
editorial seja
nas normas para
o envio de
contribuições, o
que o leitor vai
notar ao
conferir as
páginas finais
da revista.
Caber informar
aqui também que
a revista foi
novamente
contemplada pelo
Programa de
Apoio a
Publicações
Científicas do
CNPq. Entra,
portanto, em seu
segundo ano como
uma das
publicações
afiançadas por
essa agência.
Conteúdo da
edição. Neste
número, o leitor
vai poder
conferir 10
artigos,
distribuídos em
3 seções. Em sua
maioria, os
textos se atêm a
3 objetos de
reflexão: a
mídia impressa,
a Internet e o
ensino.
Na seção de
artigos de
pesquisa, são
relatados 3
estudos. O
primeiro, de
Oliveira,
atém-se ao fator
“intertextualidade”
como elemento
necessário à
atribuição da
coerência aos
textos
jornalísticos. A
pesquisadora
enfatiza a
relação
escritor/leitor,
privilegiando a
reflexão sobre
os leitores
aprendizes do
idioma inglês. O
segundo estudo,
de Melo, toma
como objeto de
análise os
manuais de
estilo de dois
jornais
brasileiros
(Folha de S.
Paulo e O Estado
de S. Paulo).
Procura levantar
o papel desses
manuais no
funcionamento do
discurso da
neutralidade na
imprensa. A
terceira
pesquisa, de
Araújo, é um
estudo de caso
dentro do campo
da tradução. O
pesquisador
procura levantar
o modo como o
Google (um motor
de busca da
Internet)
funciona como
ferramenta
auxiliar no
processo de
tradução.
Na seção de
ensaios, estão
sendo publicados
5 textos com
reflexões sobre
vários temas:
Romão, no
primeiro desses
textos, propõe
uma reflexão
sobre a
constituição do
sujeito na
textualidade
informatizada da
Internet;
Medeiros discute
o papel da
crônica no
funcionamento do
discurso
jornalístico;
Santos retoma a
questão do mito
do letramento
como uma
garantia
automática de
incremento
cognitivo e
ascensão social
do sujeito;
Pessoa, através
da análise de um
texto
argumentativo,
defende o valor
e a atualidade
do quadro
conceitual da
nova retórica de
Perelman; e, por
fim, Barbosa
analisa a
questão da
leitura e da
escritura na
Internet, tendo
como pano de
fundo as
práticas
associadas a
materiais
impressos.
Na seção de
retrospectivas,
dois textos se
fazem presentes.
O primeiro, de
Resende e
Ramalho, traz o
estado da arte
da Análise de
Discurso Crítica
de Fairclough.
Focaliza e
contrapõe os
dois modelos
teóricos
propostos por
esse estudioso (FAIRCLOUGH,
1992 e
CHOULIARAKI e
FAIRCLOUGH,
1999). O segundo
texto, de Baltar,
apresenta uma
revisão teórica
do termo
“competência”.
Estende sua
reflexão à
validade do
emprego desse
termo no
ensino-aprendizagem
de linguagem.
Adair Bonini
Comissão
Editorial